segunda-feira, 7 de agosto de 2017

07 de Agosto de 1560 : Nasce Isabel Báthory, "A condessa sangrenta".


Isabel Báthory nasceu em Byrbathor (uma cidade situada na Transilvânia, na actual Hungria), no dia 7 de Agosto de 1560 e faleceu em Csejte, a 21 de Agosto de 1614. Foi uma condessa húngara da famosa família Báthory que entrou para a História por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, relacionados com a sua obsessão pela beleza. Como consequência, ela ficou conhecida como "A condessa sangrenta" e "A condessa Drácula".

O seu verdadeiro nome era Erzsébet (Isabel, em português) Báthory, mas ficou conhecida como “condessa sangrenta” pela inclinação para sequestrar e torturar raparigas das redondezas, cujo sangue bebia para conservar a eterna juventude. Pelo menos foi esse o testemunho dos que depuseram contra ela.

A maior parte da vida adulta de Isabel Báthory foi passada no Castelo de Csejte , na região deTrenčín, no oeste da actual Eslováquia. Os Báthory faziam parte de uma das mais antigas e nobres famílias da Hungria.

Era filha do barão Jorge Báthory e a mãe era Anna Báthory, irmã de Estevão Báthory da Polónia, rei da Polónia e do príncipe de Siebenbürgen (Transilvânia). Isabel era ainda prima de Sigismundo Báthory, marido da arquiduquesa Maria Cristina de Habsburgo, filha de Carlos II da Áustria.

Isabel cresceu numa época em que os turcos tinham conquistado a maior parte do território húngaro, que servia de campo de batalha entre os exércitos do Império Otomano e a Áustria dos Habsburgo. A área era também dividida por diferenças religiosas. A família Báthory juntou-se à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional.

Na infância sofreu de ataques de epilepsia e de outro tipo de distúrbios neurológicos, mas recuperou rapidamente e essas perturbações não parecem estar relacionadas com o seu comportamento ulterior. Foi educada com esmero, algo invulgar para a época, quando muitos nobres eram analfabetos. Porém, Isabel falava húngaro, latim e alemão e, além disso, era bonita.

Aos 15 anos, Isabel casou com o conde Ferenc Nadasdy, que tinha 26 e passava a vida em combate contra os otomanos. Tiveram três filhas e um filho e viveram no castelo Ecsed com a mãe de Ferenc, Úrsula, a sogra que detestava. Um primeiro exemplo da crueldade de Isabel surge na correspondência que mantinha com o marido, em que ambos trocavam ideias sobre as técnicas mais apropriadas para castigar os servos. A condessa administrava o castelo com mão-de-ferro e brutais agressões às criadas, a quem batia com um pesado maço ou espetava agulhas debaixo das unhas, para referir algumas das ­suas diversões eleitas.

 O conde Nádasdy morreu em 1604, e Isabel mudou-se para Viena após o seu enterro. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Čachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus actos mais famosos e depravados.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Isabel no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe a respeito: muitos afirmam que Darvulia teria sido uma sábia e temida ocultista, alquimista e talvez praticante de rituais de magia negra. Quando Darvulia faleceu Isabel passou a ter como aliada Erzsi Majorova, viúva de um agricultor. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Isabel, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre as suas vítimas das quais bebia o sangue. Como tinha dificuldades para recrutar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas actividades se espalhavam pelas redondezas, seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o facto dizendo que fora suicídio.

Os rumores do que se passava chegaram à corte, onde Isabel Báthory não contava com muitas amizades, e o rei Matyas ordenou ao conde Thurzo, um primo de Isabel que não se dava com ela, para investigar o caso. Este e os seus soldados entraram no castelo sem encontrar oposição e ali estavam, à vista de todos, vários corpos e os instrumentos de tortura.

No julgamento, Isabel recusou-se a prestar depoimento, ao abrigo dos seus privilégios nobiliárquicos. Foi condenada a prisão perpétua, vedaram o seu quarto e ali viveu, emparedada, durante quase quatro anos, alimentando-se da escassa comida que lhe faziam chegar por uma frincha. Nunca mostrou arrependimento nem chegou a entender a razão de ter sido condenada. Morreu a 21 de Agosto de 1614, abandonada por todos, segundo um cronista.


estoriasdahistoria12.blogspot.pt


Fontes:https://www.mnn.com
www.superinteressante.pt
wikipédia (imagens)

Elizabeth Bathory portrait.jpg
Cópia de um retrato de 1585 

Castelo de Csejte, o local de prisão e morte da Condessa







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